sexta-feira, 13 de maio de 2011

Campos de paz

Esta existência, solitária, esquecida...
Deixo-a antes do fim, sem por termo,
Da criança liberta do corpo enfermo
Pelo tempo que afastou-me da vida.

A que foi-se pela imensidão perdida
Para rever o anoitecer, pálido, fugaz...
Aguardando a alvorada que ao fim traz,
Pobre alma, jamais encontrará guarida.

Hoje, sentado na varanda que nem existe!
Fito os montes no horizonte onde ora jaz,
Nos adormecidos sonhos, o poeta triste.

Partiu aos nefandos abismos imemoriais.
Quiçá nos campos elíseos encontre a paz...
Que não seja preciso retornar, nunca mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário